Fausto Bordalo Dias, de seu nome completo Carlos Fausto Bordalo Gomes Dias, também conhecido simplesmente por Fausto (Vila Franca das Naves, 26 de Novembro de 1948) é um compositor e cantor português. Em Angola formou o primeiro grupo chamado Os Rebeldes. Em 1968 começa em Lisboa os seus estudos universitários. Grava o seu primeiro disco em 1970. Com 12 discos gravados entre 1970 e 2005 (dez de originais, uma colectânea regravada e um disco ao vivo), Fausto é presentemente um dos mais importantes nomes da música em geral e da música popular portuguesa em particular. A sua obra tem sido revisitada por nomes como Mafalda Arnauth, Né Ladeiras, Teresa Salgueiro ou Cristina Branco.
Adriano Maria Correia Gomes de Oliveira (n. Avintes, 9 de Abril de 1942 — m. Avintes, 16 de Outubro de 1982), foi um músico português. Intérprete do Fado de Coimbra e elemento da geração de cantores da resistência ao Estado Novo, conhecida como música de intervenção chegando também a actuar com Zeca Afonso nos tempos do TEP (Teatro Experimental do Porto). Cresceu no seio de uma família tradicionalista católica. Concluído o ensino liceal no Porto foi para Coimbra em 1959, estudando Direito. Foi repúblico na Real Repúbica Ras-Teparta, solista no Orfeon Académico de Coimbra, fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra e tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica de Coimbra. Militante do Partido Comunista Português, a partir da década de 1960, envolveu-se nas greves académicas de 1962 e concorreu à Direcção da Associação Académica de Coimbra, numa lista apoiada pelo Movimento de Unidade Democrática (MUD). Em 1963 editava o primeiro EP, acompanhado por António Portugal e Rui Pato, "Fados de Coimbra", que continha "Trova do vento que passa", balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, transformado numa espécie de hino do movimento estudantil de contestação ao regime. Em 1967 gravou o álbum "Adriano Correia de Oliveira", que entre outras canções tinha Canção com lágrimas. Quando lhe faltava uma disciplina para terminar o curso de Direito, trocou Coimbra por Lisboa, trabalhando no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa e como produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. Após o fim do serviço militar lança, em 1970, o álbum "Cantaremos". Em 1971 é editado o disco "Gente d'Aqui e de Agora", que marca o primeiro arranjo, como maestro, do ainda jovem José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos, recusando-se Adriano a enviar os textos à Censura. Em 1973 é editado o disco "Fados de Coimbra". Com Carlos Vargas funda a editora Edicta. Em 1975 lançou "Que Nunca Mais", com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este álbum levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como Artista do Ano. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cantabril. Publicou o seu último álbum, "Cantigas Portuguesas", em 1980. No ano seguinte, numa altura em que a sua saúde já se encontrava degradada, rompeu com a direcção da Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morreu em Avintes, nos braços da mãe, vitimado por uma hemorragia esofágica. O álbum "Gente de aqui e de agora" aparece numa selecção feita pelo Jornal Público. Em 2001 é lançada a compilação "Vinte anos de canções (1960-1980)". É lançado um disco de tributo com a participação de nomes como Tim, Margarida Pinto, Mazgani, Nuno Prata, Miguel Guedes, entre outros. A discografia completa de Adriano é lançada em 7 volumes pelo jornal Público. O primeiro LP de Adriano Correia de Oliveira foi eleito, em 2009, o 6º melhor português da década de 60 pela revista BLITZ.
António Pedro da Silva Chora Barroso (n. Lisboa, 28 de Novembro de 1950), cantor popular português. Cresceu em Riachos, terra natal do pai, professor do Ensino Primário. Aos quinze anos estreava-se na rádio, fazendo teatro radiofónico com Odette de Saint-Maurice, na Emissora Nacional. Em Dezembro de 1969 é um dos cantautores revelados pelo Zip-Zip, programa antológico da RTP. Em 1970 apresenta o primeiro disco, Trova-dor. Vai para o Teatro Experimental de Cascais nesse ano. Sob a direcção do encenador Carlos Avilez, participa como actor nas peças Fuenteovejuna de Lope de Vega e Breve Sumário da História de Deus de Gil Vicente, entre outros, juntamente com José Jorge Letria e António Macedo. É editado em 1976 o seu primeiro álbum de longa duração, intitulado Lutas Velhas, Canto Novo. Foi distinguido com o Troféu Karolinka no Festival Menschen und Meer, realizado na RDA, em 1981. Participou, em 1982, no Festival da Canção da Rádio Comercial com Cantar Brejeiro. Em 1983 obteve grande sucesso com Ai Consta. Recebeu o prémio para a melhor canção de 1987 com Menina dos Olhos d’Água. Publicou o livro de ficção A história maravilhosa do país bimbo (2004) e Sensual Idade (2008), sobre os seus quarenta anos de carreira. Pedro Barroso fez o curso de Educação Física do Instituto Nacional de Educação Física (actual Faculdade de Motricidade Humana) (1973) e foi professor no Ensino Secundário, durante mais de vinte anos. Mais tarde obteve um diploma pós-graduado em Psicoterapia Comportamental (1988), tendo trabalhado na área da Saúde Mental e Musicoterapia durante alguns anos. Foi, neste campo, pioneiro no ensino de crianças surdas-mudas, numa escola de ensino especial de Lisboa.
Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suiça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês. Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro letras. É ainda neste ano que Sérgio faz a sua estreia discográfica, com o seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes", e com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada". Recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano" e, no ano seguinte, com "Sobreviventes" - que três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado - é eleito "Melhor Disco do Ano". Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Volta a colaborar como letrista no segundo álbum de José Mário Branco, "Margem de Certa Maneira". No ano seguinte, muda-se para o Canadá, onde integra a companhia de teatro Genesis. É neste país que Sérgio recebe a notícia do 25 de Abril. Regressa a Portugal. Já no nosso país edita o terceiro álbum de originais: "À Queima-Roupa".
Mireille Mathieu (born July 22, 1946) is a French chanteuse. She has achieved great success in France, as well as becoming an international superstar. She has performed and recorded songs in at least nine languages. Her home is in Paris, and her mother, who is still spritely in her 80's, lives with her. Mireille Mathieu was born in Avignon, Vaucluse, France, the eldest daughter of a poor family of fourteen children. She began appearing in public at the age of four, singing in her church. As a young girl she worked in a factory, where she saved money to pay for singing lessons. Discovered by Johnny Stark, manager of Johnny Hallyday, she was tutored by the orchestra leader Paul Mauriat and the song writer André Pascal. Pascal wrote "Mon crédo", "Viens dans ma rue", "La première étoile" and many other hit songs for her. After a television performance in 1965, and a debut run at the Paris Olympia, she was hailed as another Édith Piaf because of her haunting voice. Singles such as "Mon Credo" and "C'est Ton Nom" made her a huge star in France and elsewhere in Europe, as well as a great success in the U.S.A., Canada and Mexico.Her first album release in 1966 En Direct de L'Olympia - on the Barclay label - featured these songs, and was highly acclaimed. Following her outstanding performance at the London Palladium, her French cover of Engelbert Humperdinck's "The Last Waltz" ("La Dernière Valse") generated much publicity in Great Britain and was a hit even though the original had been number one only a few months previously. With hit after hit, she soon toured Canada and the United States where she appeared on the Ed Sullivan Show and the Danny Kaye Show. While on a visit to Hollywood, she met one of her idols, Elvis Presley and, in Las Vegas, she sang with Dean Martin and Frank Sinatra to great applause. Still much in demand, she continues to perform regularly. She travels frequently, appearing at such venues as New York City's Carnegie Hall, the Sport Palace in Montreal, Universal Amphitheatre in Los Angeles and Ice Palace of Saint Petersburg. She has sold about 150 million copies of her albums in her forty-year career, and recorded about 1200 songs in nine languages. She was the first Western singer in history to give concerts in China. Over the years, she has sung with many famous singers and ensembles, including: Red Army Choir, Charles Aznavour, Barry Manilow, Paul Anka, Plácido Domingo, Julio Iglesias, Tom Jones, and Peter Alexander. Songs such as "Acropolis adieu," "Ne me quitte pas," and "Santa Maria de la mer," are considered classics. Her French version of Roy Orbison's ballad, "Blue Bayou", is regarded by many as one of the best covers of that popular song. Noted French/Algerian lyricist Eddy Marnay (who wrote songs for Edith Piaf during her later career) was the author of several songs Mireille recorded and popularized. In 1989, President François Mitterrand invited Mireille Mathieu to sing a tribute to General Charles de Gaulle. She gave a series of concerts at the Palais des Congrès in Paris in December 1990. Three years later, she released an album devoted to her idol, Edith Piaf. In January 1996, "Vous lui direz…" was released. Maxime le Forestier wrote one of the titles, "À la moitié de la distance". She did not perform live in France to promote the album, preferring rather to go to Los Angeles, where she triumphed on November 14 with her vibrant tribute to another of her idols, Judy Garland. The performance was a tremendous success. She was dressed by Provence couturier, Christian Lacroix . In 2002, she released her thirty-seventh French album De tes mains. Mathieu celebrated the fortieth anniversary of her career at the Paris Olympia, in November 2005, after releasing her thirty-eighth French album, which reached number 14 on the charts in France, and remained in the top 100 for several months. Many of Mireille's recordings since 1969 have featured members of "The Fleschettes" (Francine Chantereau, Martine Latorre, Dominque Poulain and Catherine Bonnevay Welch) as backing chorus vocalists. Her sister Monique "Matite" has also been a constant companion, and is her manager.
Jean-Michel Delpech, dit Michel Delpech, né le 26 janvier 1946 à Courbevoie est un chanteur français. Michel Delpech rencontre Roland Vincent, qui sera son compositeur, en 1964, et la même année, sort chez Vogue son premier 45 tours, « Anatole ». En 1965, il participe à la comédie musicale « Copains Clopant » qui reste six mois à l'affiche et qui rend Michel Delpech populaire, notamment pour la chanson « Chez Laurette ». Il y rencontre Chantal Simon, qu'il épouse en 1966. Il fait ensuite la première partie de Brel qui fait ses adieux à l'Olympia. En 1967, Johnny Stark, l'impresario de Mireille Mathieu, le prend en main. En 1968, il obtient le Grand Prix du Disque pour « Il y a des jours où on ferait mieux de rester au lit ». Il passe chez Barclay. C'est l'époque des succès pour Michel Delpech : « Wight Is Wight » (en hommage au festival de rock de l'île de Wight), « Paul chantait yesterday » (hommage aux Beatles), « Pour un flirt ». En 1970, il quitte Johnny Stark, et deux ans plus tard, cesse sa collaboration exclusive avec Roland Vincent. Sortent « les Divorcés » et « Que Marianne était jolie » (1973), « le Chasseur » (1974), « Quand j'étais chanteur » (1975). Il divorce de Chantal. En 1977, il chante « le Loir-et-Cher » qui parle des habitants du département éponyme de manière tendre et ironique. Malgré ces succès, le chanteur connaît une grande période de doute et même de dépression. Il se cherche du côté de la religion (bouddhiste, puis catholique). On parle à l'époque de tentatives de suicide. Il démentira donc ces rumeurs dans une biographie qui racontera toute cette période en détail, L'homme qui avait construit sa maison sur le sable. En 1983, il rencontre Geneviève Garnier-Fabre, une artiste, qu'il épouse en 1985, année où sort l'album de son retour, Loin d'ici. Une partie du public est restée fidèle à Delpech, et une compilation de ses succès, sortie en 1989, se vend très honorablement. Depuis, Michel Delpech sort régulièrement de nouveaux disques et fait des concerts. En 2004, il sort son disque Comme vous. Une tournée s'ensuivra qui l'aménera aux Francofolies de La Rochelle et au Festival des Vieilles Charrues. Le 4 décembre 2006, il sort son album de duos Michel Delpech &... qui est très bien accueilli par le public et classé 1er au classement Ifop des ventes d'album pour la semaine du 21 au 27 janvier 2007. Les 30 et 31 mars 2007 il donne deux concerts au Grand Rex à Paris puis part en tournée en France. Le deuxième concert est marqué par la présence de Ségolène Royal. Michel Delpech a dédié sa chanson Marianne à la candidate PS en ces termes : « Une chanson, la Marianne, dédiée à la jolie dame assise au quatrième rang. » Quelques décennies auparavant, sa chanson Inventaire 66 ironisait sur le général de Gaulle (« et toujours le même Président... »).
Léo Ferré (Mónaco, 24 de Agosto de 1916 - Castellina in Chianti, Itália, 14 de Julho de 1993) foi um poeta, anarquista e músico franco- monegasco. Enquanto músico foi autor, compositor e intérprete de um grande número de canções. Viveu no Mónaco, Paris, departamento de Lot e na Toscana, onde terminou os seus dias. Ferré era filho de Joseph Ferré, director do pessoal do casino de Monte Carlo e de Marie Scotto, costureira de origem italiana. Interessou-se muito cedo pela música. Com apenas sete anos integra o coro da catedral do Mónaco e aí aprende solfejo e harmonia. Descobre a polifonia entrando em contacto com as obras de Palestrina e de Tomás Luis de Victoria. Mais tarde descobre Beethoven, representando um concerto na ópera de Monte Carlo. O elevado nível poético das letras das suas numerosas canções costuma reflectir um inconformismo radical de cunho anarquista e a qualidade da música e da interpretação situam-no nos maiores vultos da moderna canção francesa. Autor de duas grandes séries de canções sobre textos de Baudelaire e Louis Aragon, utilizou também poemas de Ronsard, Apollinaire, Arthur Rimbaud entre outros. Fonte: Wikipédia