Os G.N.R. (acrónimo de Grupo Novo Rock) são uma banda portuguesa formada no Porto no início de 1980.
O local de ensaio começou por ser uma pequena garagem em Francos, concretamente na Rua Airosa. Os elementos iniciais do grupo eram Toli César Machado (bateria), Alexandre Soares (guitarra) e Vítor Rua (guitarra). Pouco tempo depois entra para a banda o baixista Mano Zé que já tinha tocado com Rui Veloso. Os GNR foram um dos grupos que melhor corporizaram o chamado rock português no início da década de 80. Formada actualmente por Toli César Machado (bateria), Jorge Romão (baixo) e Rui Reininho (vocalista), a banda conheceu várias formações ao longo dos tempos e também inúmeras polémicas. A banda é um dos grandes símbolos da cidade do Porto, por tudo o que sempre significou e ainda pelo carinho que sempre demonstraram pelo povo da zona.
Grupo de Baile foi uma banda portuguesa do "boom" do rock português do início dos anos 80.
Quando começaram eram simplesmente um grupo de amigos que tocavam em bailes e festas regionais. Eram originários do Seixal.
Em 1981 lançaram o single "Patchouly/Já rockas á Toa", que vendeu mais de 99 mil cópias. Este single tinha a famosa música "Patchouly" que foi um grande sucesso.
Em 1982 os Grupo de Baile lançaram o single "História Linda", mas com o tempo acabaram por perder a fama.
Em 1999 actuaram no Seixal Rock 99 que se realizou no Seixal, no Largo 1º de Maio, entre os dias 6 e 9 de Outubro.
Em 2006 tocaram na festa de comemoração dos 20 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã" de Júlio Isidro onde tocaram os seus dois maiores êxitos em versões não censuradas.
Os Jáfumega deram-se a conhecer ao grande público em 1980, pela mão da editora independente Metro-Som, que fez chegar às lojas o seu álbum de estreia, "Estamos Aí!". No entanto, os Jáfumega foram apenas a continuação do projecto Mini-Pop, formado na década de 70, sob o impulso de um grupo de adolescentes precoces no domínio dos instrumentos musicais. O núcleo duro era composto pelos irmãos Mário e Eugénio Barreiros, aos quais se juntaram, mais tarde, o vocalista Luís Portugal e o saxofonista José Nogueira, numa altura em que o uarteto adoptou a designação de Jáfu'Mega, mais tarde Já'Fumega e, finalmente, Jáfumega.
O grupo trouxe grande inovação ao panorama do rock português, que se encontrava na altura em vias de desenvolvimento, sendo formado por um conjunto de grandes músicos ligados ao jazz e empenhados em escrever boas canções, cuja combinação recolheu os aplausos da crítica especializada.
Em 1981, o grupo conseguiu um êxito estrondoso com o tema "Ribeira", inspirado na zona ribeirinha do Porto, um feito pouco comum para uma banda, que apenas tinha o apoio de uma editora independente e poucos recursos. No entanto, com o crescimento do rock em território nacional, os Jáfumega tornaram-se em apenas mais uma banda, igual às que então começavam a surgir, com a particularidade de ser associada à canção "Ribeira", que lhe proporcionou uma grande dose de popularidade.
Pouco tempo depois, o grupo assinou o contrato discográfico com a PolyGram, que se empenhou a sério na promoção dos seus álbuns seguintes, "Jáfumega" (1982) e "Recados" (1983), junto do público por meio da rádio e da imprensa, salvando assim o grupo de uma possível subvalorização.
Vistos como um nome à parte dentro da embalagem do rock português, pelo simples facto de que não faziam música rock, os Jáfumega foram colocados no top dos melhores músicos portugueses, e viram assim os dois álbuns serem vivamente recomendados pela crítica.
A rádio teve um papel preponderante na divulgação do trabalho do colectivo, apostando em força em quatro dos oito temas que deram forma ao disco homónimo. Foram eles "Só Sai A Ti (Society)", "Kashbah", mas principalmente "Nó Cego" e "Latin'América".
"Recados" foi promovido com base nas faixas "Romaria" e "La Dolce Vita", ambos grandes êxitos de rádio, que não chegaram, no entanto, para que os discos se tornassem em alvo de grande procura por parte do público consumidor.
O sucesso comercial não correspondeu ao nível das críticas tecidas pela imprensa escrita, e o saldo acabou por se desenhar negativo, o que teve grande influência na dissolução da banda em 1984.
Os músicos seguiram todos rumos diferentes, sendo que José Nogueira enveredou pela linha do jazz tradicional, tornando-se colaborador habitual de António Pinho Vargas; Luís Portugal, após um período de silêncio, tornou-se vocalista do grupo Luís & os Vandidos, que nunca chegou a gravar, para mais tarde desenvolver o seu próprio projecto a solo, do qual resultaram três álbuns, intitulados "Coisas Simples" (1993), "Alta Vai A Lua" (1995) e "Ao Vivo" (2000).
Mário Barreiros, à semelhança de José Nogueira, seguiu pela área do jazz, mas sempre ligado à pop, e foi, sobretudo como produtor, que se evidenciou, tendo sido responsável por muitos dos mais importantes registos da música portuguesa, tais como "Mingos e os Samurais" e "Auto da Pimenta" de Rui Veloso, e "Viagens" e "Tempo", de Pedro Abrunhosa, tendo produzido igualmente discos dos portuenses Clã e Ornatos Violeta.
Os Trabalhadores do Comércio são uma banda de música portuguesa formada na década de 80 por Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, músicos dos Arte & Ofício, juntamente com José Luís Médicis. Alcançaram grande sucesso com temas como Chamem a Polícia, A Cançom Que o Abô Minsinou, A Chabala do Meu Curaçom, Apunhalaste a Minha Mãe, Molhareita Fartura na Tua Tassa Quente ou Taquetinho Ou Lebas Nu Fucinhu. Em 1986 participaram no Festival RTP da Canção com o tema Tigres de Bengala, que se classificou em segundo lugar. Depois de alguns anos de apagamento, voltaram a fazer alguns espectáculos nos primeiros anos do século XXI, e encontram-se presentemente a preparar um disco para assinalar os 30 anos da fundação da banda.
Considerada uma das melhores bandas portuguesas de sempre, os Taxi nascem no Porto em 1979, numa formação que incluía João Grande (voz), Henrique Oliveira (guitarra), Rodrigo Freitas (bateria) e Rui Taborda (baixo).
Absorvendo as variadas influências musicais de uma época em que reinava o Pós-Punk e o New Wave, compunham e interpretavam temas originais cantados em inglês, situação que alteraria quando em Fevereiro de 1981, num dos seus concertos, são "descobertos" por dois elementos da editora Polygram, que imediatamente os convidam a gravar um álbum.
Para a gravação desse álbum, é-lhes colocada a condição de cantarem em português os temas originais até aí cantados em inglês.
Anos 1980
Pouco tempo depois, aparece o álbum "Taxi" que incluía temas como "Chiclete", "Tv-Wc", "Taxi", “Vida de Cão” e "Lei da Selva", entre outros. Este álbum vendeu rapidamente mais de 70.000 cópias e passou a ser conhecido como o "primeiro Disco de Ouro do Rock Português", porque "Ar de Rock" de Rui Veloso, apesar de editado antes, não tinha ainda conseguido este galardão.
A apresentação deste álbum ocorreu em Cascais em Maio de 1981, num evento de grande mediatismo, com os Taxi a actuarem na primeira parte do espectáculo dos britânicos The Clash.
Em 1982, depois de um ano repleto de concertos, é editado um novo álbum dos Taxi de nome "Cairo", cuja capa, inovadora e polémica para a época, era uma lata em formato circular. Este novo trabalho que incluía, entre outros, temas como "Cairo", "O Fio da Navalha" e "1, 2, Esqº. Dtº.", atingiu o galardão de Prata (mais de 15.000 unidades vendidas) três dias após o seu lançamento, sendo-lhe atribuído, dias depois, o Disco de Ouro. Viria, anos mais tarde, a ser considerado pelo jornal Público como um dos 10 melhores discos de sempre da música portuguesa.
Um ano depois é editado "Salutz", álbum que incluía o tema "Sing Sing Club" também lançado em formato Máxi-Single.
A apresentação deste novo trabalho é realizada em Lisboa, no estádio do Restelo, quando os Taxi actuam na primeira parte do concerto de Rod Stewart.
Já em 1985 é editado o single "Sozinho / In The Twinkling Of An Eye" que foi gravado em Hamburgo, na Alemanha.
Dois anos depois, os Taxi regressam de novo a estúdio para gravar «The Night», um álbum totalmente cantado em inglês.
Abandonam os concertos (por volta de 1986) e a editora lança entretanto as compilações, «Best of Taxi», «Very Best of Taxi» .
Anos 1990
Mantendo a formação de sempre, os Taxi voltam aos palcos em 1997 e dão concertos em duas queimas da fitas (Coimbra e Porto).
No ano seguinte reúnem-se novamente para participarem no Festival Roma Mega Rock e em dois concertos nas Queima das Fitas do Porto e Braga.
Em 1999 é editada uma nova compilação "O Céu Pode Esperar" onde, para além dos seus êxitos de sempre, foi incluída uma versão ao vivo do tema "O Fio da Navalha" (tema este gravado no concerto que a banda deu em 1998 na cidade do Porto), uma nova versão do tema “Sozinho” e o inédito "O Céu Pode Esperar".
Anos 2000
Em 2006, aceitam regressar aos palcos participando no espectáculo comemorativo dos 25 anos do programa Febre de Sábado de Manhã de Júlio Isidro e são um dos nomes mais bem recebidos nesse dia.
Nesse mesmo ano (2006) os Táxi voltam a dar concertos na Casa da Música do Porto, no Festival Porto Soundz (Porto) e no Festival de Vilar de Mouros. É neste ano que os Taxi anunciam que começaram a compor novos temas originais tendo como objectivo a edição de um novo trabalho.
Conciliando o trabalho de estúdio com os concertos, os Taxi actuam em 2008 nas Arenas Sagres (Lisboa e Porto) e no Festival da Juventude de Alfena. Em Setembro de 2008 e mantendo a sua formação de sempre, os Taxi anunciam publicamente, durante a participação num programa da RTP1 ("A Minha Geração", apresentação por Catarina Furtado), a edição do seu novo trabalho discográfico para Maio de 2009. Em julho de 2009 os Taxi dão um mini concerto na empresa TIM w.e. new media entertainement integrado na iniciativa da rádio RFM "Rock In Office".
Em Setembro de 1980 Lena D'Água (que vinha dos Beatnicks e dos Dia D'Água), Luís Pedro Fonseca e Zé da Ponte formam o grupo Salada de FrutaS. Nota enviada por Helena Águas: o Zé e o Luís Pedro também vinham do Diadágua. O seu primeiro disco intitulado "Sem Açúcar" é editado pela empresa discográfica Rossil. Com um som muito próximo do praticado por nomes anglo-saxónicos nos anos 60, mas com uma prensagem muito deficiente. Neste disco é possível escutar faixas como "Shui de Shock" (uma crítica à polícia de choque que carregava sobre os espectadores nos concertos de Rock), "Bolonha" (tema que fala do atentado à bomba na estação de Bolonha-Itália) e "Como Se Eu Fosse Tua" (que se tornaria um sucesso na posterior carreira a solo de Lena D'Água").
Como convidados, neste disco, surgem Guilherme Scarpa Inês e Zé Carrapa; os quais dão um acentuado colorido ao som da banda. Estes dois músicos convidados tornam-se membros efectivos da banda, passado pouco tempo.
Em 1981 o grupo (já com a nova formação) lança o mega-sucesso "Robot" (que venderia para cima de 30.000 exemplares e foi das primeiras canções do emergente "boom" do Rock português a ser caricaturada por Tony Silva.
No final de 1978, os Zé Pedro, Kalú, Tim e Zé Leonel, formam os Xutos e Pontapés, dando o primeiro concerto a 13 de Janeiro de 1979, com Zé Leonel na voz, Tim no Baixo, Zé Pedro na guitarra e Kalú na bateria, na sala Alunos de Apolo para a comemoração dos 25 anos do Rock & Roll. Em 1981 entra para a banda o guitarrista Francis e sai Zé Leonel, assumindo Tim as funções de vocalista. Em 1982 sai o compacto 1979-1982, com músicas marcantes como "Sémen" e "Mãe". Em 1983 Francis sai da banda que passa a actuar com músicos convidados, entre os quais o saxofonista Gui, e no mesmo ano entra para a banda o guitarrista João Cabeleira. O primeiro álbum gravado por João Cabeleira em 1985 foi Cerco com as músicas "Barcos gregos" e "Homem do leme" que sairiam também em single. A explosão mediática começou em 1987 com o álbum Circo de Feras e os seus mega sucessos "Contentores", "Não sou o único" e "N'América". Continuou com o single "7º Single" e o seu estrondoso hit "A minha casinha". O álbum 88 foi um dos pontos mais altos da carreira dos Xutos e Pontapés com os mega êxitos "À Minha Maneira", "Para Ti Maria" e "Enquanto a noite cai", entre outros, dando início a uma das maiores tournées da banda que ficou retratada no álbum "Xutos - Ao vivo".
Em 1990 o álbum Gritos mudos é mal recebido e o sucesso da banda sofre o seu primeiro revés, embora a música "Gritos mudos" seja também um grande sucesso.
Na década de 90, o grupo entra em crise interna, com os seus elementos a iniciarem outros projectos. Tim integra os Resistência, Zé Pedro e Kalu abrem o bar Johnny Guitar e integram a banda de Jorge Palma, Palma's Gang, com Flak e Alex, ambos dos Rádio Macau. Em 1998 editam o álbum Tentação, que serve de banda sonora ao filme de Joaquim Leitão, Tentação (filme). Em 1999, com novo folêgo, fazem a tournée XX Anos Ao Vivo, onde fazem cerca de oitenta concertos. Em ano de comemoração dos vinte anos de carreira é também editada uma compilação de homenagem, XX Anos XX Bandas, com a participação de várias das bandas e artistas. Nesse ano, gravam ainda o tema "Inferno" para o filme do mesmo nome de Joaquim Leitão.
No ano seguinte, gravam uma versão da canção "Chico Fininho" de Rui Veloso, para o álbum de homenagem aos vinte anos de estreia de Veloso com "Ar de rock".
Os Xutos & Pontapés foram agraciados pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Mérito em 2004. Nesse mesmo ano, os Xutos deram dois concertos no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, nos dias 8 e 9 de Outubro para celebrar os seus 25 anos de carreira. A canção "O Mundo ao Contrário" do álbum homónimo foi escolhida para musica oficial do filme Sorte Nula, que conta com uma breve participação de Zé Pedro como actor. Em 2005, os Xutos & Pontapés realizaram uma tournée intitulada A tournée dos 3 desejos, na qual deram três séries de concertos, cada um com um alinhamento diferente. Em 2006 não só deram um concerto acústico, em celebração dos seus vinte e oito anos, como também lançaram um DVD triplo com toda a sua história desde o início (1978) até 2005 (tournée 3 desejos). Em 2006, António Feio encenou um musical Sexta Feira 13 com apenas músicas dos Xutos, tendo estes concebido um tema especialmente para o musical com mesmo nome da peça [1]
Ainda no mesmo ano, foram convidado pelos Gato Fedorento a interpretar o genérico do Diz Que É Uma Espécie de Magazine.
Em 2008 foram convidados pela Associação Encontrar-se a integrarem o Movimento UPA – Unidos Para Ajudar, em conjunto com os Oioai, para interpretarem o tema de solidariedade "Pertencer".
Ao longo do ano de 2009, irá ser reeditada toda a discografia da banda. Serão editadas em vinil e limitadas a 500 unidades, o que se tornará numa peça de coleccionador. Já em Setembro desse ano, os Xutos & Pontapés actuam perante 40 mil espectadores num estádio do Restelo quase cheio para ver o derradeiro concerto de comemoração dos trinta anos de carreira da banda. Os Pontos Negros e Tara Perdida asseguraram as primeiras partes e nomes como Camané, Pacman, Manuel Paulo e Pedro Gonçalves foram os convidados da noite. Depois de terem completado 30 anos, os Xutos têm mais uma prenda dos Fãs, em Setembro de 2009, são nomeados para os EMA'S na categoria de "Best Portuguese Act" , e em Novembro do mesmo ano ganham esse prémio! Mais recentemente apenos o cantor Tim, lançou uma música com Rui Veloso acerca de um rapaz mongolóide, que se encontra preso no quarto, denomina-se "Voar". Fonte: Wikipédia.