quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Irreal Social



Os Ban foram uma banda portuguesa, originária do Porto que se formou em 1981. Inicialmente pretendiam ser uma banda de Ska e o seu nome era Bananas. Em 1983 a formação da banda era composta por João Loureiro (voz e teclados), João Ferraz (guitarra), Paulo Faro (bateria) e Chico Monteiro (baixo).

Entretanto encurtam o nome para Ban e apostam num som mais depressivo, influenciados pela Onda de Manchester. Gravam neste período o mini lp, Alma Dorida.

Em 1986 enveredam por uma carreira mais pop que se inicia com o maxi Santa.

Ana Deus entra para a banda e a aposta no pop, torna-se mais evidente e gravam sucessivamente, Surrealizar (1988), Música Concreta (1989) e Mundo de Aventuras (1991).

Por vários motivos - uns membros tinham outras opções de vida e devido a algum cansaço - os Ban dão por encerradas as suas actividades.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Charamba


A Brigada Victor Jara é uma banda portuguesa criada em 1975 por um grupo de jovens de Coimbra. O grupo mantém-se ainda em actividade tendo lançado o seu mais recente disco em 2006.

De início a Brigada reproduzia cantigas portuguesas e estrangeiras de cariz revolucionário com que participavam nas campanhas de dinamização cultural do MFA. Nomeados em memória do cantor chileno com o mesmo nome, morto pelos militares após o golpe de Pinochet, no Chile.

Em 1977 editam o disco Eito Fora - Cantares Regionais que assinala um novo tempo na música urbana inspirada na música regional. O grupo que gravou o primeiro disco, editado pela Mundo Novo (editora associada à editorial Caminho), era formado por Né Ladeiras, Jorge Seabra, José Maria Vaz de Almeida, Fernando Amilcar, Jorge Santos, João Ferreira e Joaquim Caixeiro.

No ano de 1978, o grupo desloca-se pela primeira vez para fora de Portugal indo à União Soviética onde participa nas comemorações do 25 de Abril.

O álbum seguinte, "Tamborileiro", é editado no ano de 1979. No ano seguinte actuam nos Festivais Internacionais de Sokolov (Checoslováquia) e de Berlim (RDA). Em Angola actuam nas comemorações do 25 de Abril, na Festa do " L'Unitá" (Itália) e em espectáculos para Associações de Emigrantes radicados na Holanda.

O disco "Quem Sai Aos Seus foi editado em 1981 através da Vadeca. Em 1982 é lançado o álbum "Marcha dos Foliões". Recebem o prémio de "Melhor Conjunto do Ano" atribuído pela revista Nova Gente.

Fazem uma digressão em França que passou pelas cidades de Grenoble, Nice, Marselha e Tours, no ano de 1983.

No ano seguinte foi editado o álbum "Contraluz". A Vadeca lança a colectânea "10 Anos a Cantar Portugal". Regressam a França, a convite da Associação França/Portuga, para actuar em Pau, Tarbes, Toulouse e Bordéus.

Comemoram o seu 10º aniversário com espectáculos no Teatro Académico de Gil Vicente (Coimbra) e na Aula Magna de Lisboa, com a participação do GEFAC. Deslocam-se a Macau para as Comemorações do 10 de Junho de 1985. Actuam na Bulgária, no Festival Internacional da Juventude, e na Grécia com espectáculos em Larissa, Salónica, Volos e Atenas.

No ano de 1986 apresentam-se, a convite do G.L.C., em Londres, com o espectáculo "A Raiz e o Tempo". Em Maputo (Moçambique) participam no Festival Internacional de Música "Festa Maio".

Durante o ano de 1987 realizam uma digressão pela Holanda, com "A Raiz e o Tempo", que passou por Roterdão, Haia e Amesterdão. Na Galiza participam num espectáculo de homenagem a José Afonso. Deslocam-se à Ilha de Santa Maria, nos Açores para participar no Festival Internacional "Maré De Agosto".

Em 1988 participam na "Quinzena de Cultura Portuguesa" em Grenoble (França) e nas comemorações do 10 de Junho em Caracas (Venezuela). Vão aos Açores onde dão espectáculos em Santa Maria e no Pico. Em Dezembro desse ano actuam novamente em Pau (França), a convite da Associação França/Portugal.

Em 1989 é editado o LP "Monte Formoso" através da MBP. Participaram no "XIII Festival Mundial da Juventude" realizado em Pyong-Yang (Coreia Do Norte). O espectáculo "Monte Formoso", dedicado a José Afonso, contou com a colaboração do GEFAC e da Companhia de Teatro Bonifrates.

Em 1990 actuam em Paris aquando das comemorações do 25 de Abril. Dão vários concertos no Arquipélago dos Açores e em Dezembro participam num espectáculo realizado em Ourense, na Galiza.

Regressam a França, em 1991, para vários concertos nas cidades de Grenoble, Vienne e Saint Ettienne. Deslocam-se também aos Açores para vários concertos e em Julho fazem um concerto em Moaña, na Galiza.

Durante o ano de 1992 actuam em França, Inglaterra, País de Gales e Canadá. Participam no I Festival do Noroeste com concertos em Caminha e A Guarda. Actuam ainda em Santiago de Compostela.

Em 1993 deslocam-se novamente ao Reino Unido para participar em festivais realizados em Beverley, Bradford, Bracknel e Glasgow.

Participam no disco "Filhos da Madrugada", de homenagem a José Afonso, editado em 1994, e actuam no Estádio de Alvalade no espectáculo com o mesmo nome. Participam ainda nas gravações da "Ópera do Bandoleiro" juntamente com o grupo Trigo Limpo-ACERT e os brasileiros Quinteto Violado. O disco "Contraluz" é reeditado em CD. Em Abril participam no concerto do Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra, realizado no Grande Auditório do CCB, por ocasião das comemorações dos 40 anos de carreira de António Brojo e António Portugal. Actuam na Madeira, Bélgica e Macau.

Em 1995 é lançado o disco "Danças e Folias". Actuam ao vivo em Coimbra (Teatro Académio Gil Vicente e Festival José Afonso), Lisboa (Teatro São Luíz), Açores e Galiza. A editora Farol reedita o disco "Eito Fora" em CD.

Em 1996, o grupo actua no encerramento do Festival Intercéltico (Porto) onde recebem um prémio pelos seus 20 anos de defesa e divulgação da Música Tradicional Portuguesa. Realizam vários espectáculos em Espanha, Açores e Madeira e ainda no Festival Português de Massachusetts, nos Estados Unidos da América. O disco "Monte Formoso" é reeditado pela editora Farol.

Deslocam-se várias vezes à Galiza, durante o ano de 1997, para participar em Festivais de Música, como os de Liméns, San Miguel de Sarandon e de Cangas do Morraço. Em Alcañices participam nas Comemorações do Tratado. Em Agosto são considerados o melhor grupo participante no Festival da Ile de Tathiou, na França. Em Agosto deslocam-se aos Açores para um concerto na Povoação (Ilha de São Miguel).

Em Abril de 1998 participam num Festival em Ferrol, na Corunha. Participam depois nas Comemorações do 10 de Junho, em Macau, onde realizam três concertos. Actuam em Itália, nos Festivais "Sete Sóis Sete Luas" e "Mundus", e em Espanha nos festivais de Mondariz, Gexto (Bilbao) e Múrcia. Em Setembro actuam na Expo 98 num espectáculo que contou com a participação do GEFAC.

Em Abril de 1999 actuam em Trento e Roveretto, na Itália, por ocasião do "Trentino-Portogallo". Realizam também dois concertos em Salvador da Bahia, integrados nas comemorações dos 450 Anos da Cidade da Bahia e actuam também, em Outubro, por ocasião do 64º Aniversário da Casa de Portugal de São Paulo.

Comemoram o seu 25º aniversário em Abril de 2000. Dão um concerto especial no Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra) e recebem a Medalha de Mérito Cultural atribuída pela Câmara Municipal de Coimbra. É editado o duplo CD ao vivo "Por Sendas, Montes e Vales" e é reeditado o disco "Marcha dos Foliões".

"Novas vos Trago" é o nome de um disco com a participação de Amélia Muge, Sérgio Godinho, Gaiteiros de Lisboa, João Afonso e Brigada Victor Jara onde são interpretados dois "romances", género de música portuguesa de transmissão oral espalhado por várias partes do mundo. O grupo apresenta duas versões do Romance "Parto Em Terras Distantes".

Em 2001 deslocam-se a França para actuar no Festival Chorus de Chaville e no "Saison Culturelle" de Vanves. Actuam no Festival "Músicas do Mundo" em Sines e deslocam-se ao Brasil, a convite da Casa de Portugal de São Paulo.

Deslocam-se a Espanha em 2002 para actuações em Madrid e em Salamanca, este por ocasião da Capital Europeia de Cultura.

Começam o ano de 2003 com a gravação de 12 temas ao vivo para o documentário "Povo que Canta". Actuam no Festival Intercéltico (Porto) e em Arcos de Valdevez. Em Setembro de 2003, durante a Festa do Avante, lançam um CD-Single com temas do seu próximo álbum.

Em 2004 deslocam-se a França e em 2005 actuam no Festival Músicas do Mundo em Sines e em Mérida. Comemoram os seus 30 Anos com um espectáculo no Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

Em Outubro de 2006 foi editado o disco "Ceia Louca" que conta com participações especiais de Lena d'Água, Jorge Palma, Manuela Azevedo, Carlos Medeiros, Vitorino Salomé, Segue-me à Capela, Cristina Branco, Rita Marques, Janita Salomé e Carlos do Carmo.

Em 2007 a Câmara Municipal da Amadora atribui o Prémio José Afonso à Brigada Victor Jara com o álbum "Ceia Louca".


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Menina estás à janela


Os UHF são uma banda de rock portuguesa formada em Almada nos fins dos anos 70, mais precisamente em 1978, sendo a formação inicial composta por Américo Manuel (bateria), Carlos Peres (viola-baixo), Renato Gomes (Guitarra) e António Manuel Ribeiro (voz e guitarra).


O primeiro concerto do grupo foi no dia 20 de Novembro de 1978, no Bar É, em Lisboa, juntamente com os Aqui d’el-Rock, Minas e Armadilhas e Os Faíscas.

Foi este grupo que editou o primeiro EP da Banda chamado de "Jorge Morreu" em 1979 pela Metro-Som. "Jorge morreu" era dedicado a um amigo do baixista Carlos Peres que falecera no Algarve em circunstâncias trágicas e nunca esclarecidas, depois de se ter envolvido na toxicodependência. O corpo apareceu desfigurado pelo motor de um barco e "Jorge" ficou para a posteridade no primeiro disco dos UHF. Com os temas "Jorge Morreu", "Caçada" e "Aquela Maria".

Nesta altura os UHF percorriam o país inteiro, chegam mesmo a fazer a primeira parte dos concertos de Elvis Costello & The Attractions e Dr. Feelgood

A segunda formação da banda era formada por António Manuel Ribeiro (voz, guitarra e teclas), Renato Gomes (guitarra), Carlos Peres baixo e Zé Carvalho (bateria).

A segunda formação dos UHF após a edição do segundo single Cavalos de corrida , e do terceiro Rua do Carmo , gravou três álbuns de bastante sucesso, À Flor da Pele, Estou de Passagem e Persona Non Grata.

No dia 16 de Agosto de 1980 participam no I Festival Rock, que decorreu na Praça de Touros de Cascais, com Skids, Tourists, Original Mirrors e 999.

Em 1980 tocaram com Uriah Heep, Ramones e os UFO.

Tocaram juntamente com outros grupos no 2º aniversário do programa ROCK EM STOCK no dia 19 de Abril de 1981, no Pavilhão do Restelo. Actuaram os Street Kids, NZZN, GNR, Jáfumega, Roxigénio, UHF e Arte e Oficio.

Em 1981 tocaram com Téléphone e os Dexy’s Midnight Runners.

Os UHF em 1981 deram 138 concertos.

O grupo assinalou o vigésimo aniversário do lançamento do primeiro disco do grupo com um concerto no dia 25 de Junho de 1999, na Praça Sony do Parque das Nações, e com a edição, programada, de um disco duplo que reúne os principais sucessos da banda e que é já disco de prata só à conta das pré-vendas para as lojas.

Foram um dos principais responsáveis pelo ‘boom’ do chamado rock português surgido no início dos anos 80 visto que, até essa altura, as editoras portuguesas não apostavam em bandas rock que cantassem em português, e, diga-se a verdade, os jovens portugueses preferiam a música cantada em inglês.

Os UHF já tinham gravado um EP quando Rui Veloso, considerado por muitos o pai do rock português, gravou o seu primeiro álbum Ar de Rock.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Festa

As primeiras aparições de Luís Varatojo, João San-Payo, Fernando Raposo e Nuno Rafael, como Despe e Siga foram feitas no início da década de 90. Estávamos em 1991 e a banda passava então a usar também o cartão de visita com a marca Despe e Siga, a par do título de Peste & Sida.

A ideia era tocar versões, pegar em temas de bandas como os Pogues ou os Madness e cantá-las dentro do mesmo ritmo, mas em português. No entanto, o arranque foi feito de maneira diferente. Luís Varatojo e companhia e agarraram em temas em inglês que costumavam tocar nos ensaios e transpuseram-nos para o palco, e quando o último disco dos Peste via luz do dia, em 1992, já os Despe e Siga davam concertos no bar BBB na Costa da Caparica, onde actuaram regularmente até ao Verão do ano seguinte.

Também em 1992, entraram para a formação da banda os reforços João Cardoso (teclas) e Marco Franco (bateria), que um ano depois cedia o lugar a Sérgio. O primeiro álbum, "Despe e Siga", chegou às lojas em 1994, e incluiu no alinhamento versões que a banda costumava tocar em bares, como "Festa" (versão do original dos Pogues, "Fiesta"), "Bué de Baldas" (inspirado em "Baggy Trousers" dos Madness") e "Bule Bule" (versão para "Woolie Buly" já dos tempos dos Peste & Sida). No ano seguinte, a banda participou no disco "Espanta Espíritos", com o tema "Família Virtual", onde colabora o fadista Alcindo de Carvalho, e subiu ao palco do espectáculo Portugal ao Vivo II ao lado dos Xutos & Pontapés e dos Kussondulola.

Em 1996, a equipa Despe e Siga sofre novas transformações sai João San-Payo e entra Ricardo Aires, para o baixo e chega às lojas o álbum "Os Primos", que contou com a colaboração de Sérgio Godinho no tema "Tou Bom". Dois anos depois os Despe e Siga foram um dos grupos convocados para o alinhamento do disco "Ao Vivo na Antena 3", para o qual gravaram dois temas ao vivo no auditório da RDP. Repetiram a experiência da quebra de fronteiras que no ano anterior os havia levado a actuar no Canadá e em Paris, e voltaram a actuar na capital francesa. "99.9", um disco composto na totalidade por originais, foi editado em 1999. Produzido por Mário Barreiros, reuniu canções como "Manual do Gelo", "Rádio Ska" e "Lunamóvel".

No ano seguinte, a formação da banda perdeu três elementos, Nuno Sérgio e Cardoso partem para outras paragens no final do ano, no entanto, regressa Fernando Raposo e Isabel Rato estreia-se nas teclas. 2001 marcou a viragem para um novo capítulo na história da banda, que com nova formação e novos arranjos estreou temas novos em concerto enquanto preparava novo disco.


sábado, 2 de outubro de 2010

Vida de marinheiro



Em 1987, José Resende (guitarra), João Aguardela (voz) e Mário Miranda (baixo), todos ex-Meteoros, juntavam-se ao baterista Fernando Fonseca para formar a banda Sitiados. Desde logo, procuraram efectuar uma fusão entre o rock e a música tradicional portuguesa, de forma semelhante ao trabalho de The Pogues, na Irlanda.

Participam no quinto concurso do Rock Rendez Vous onde se qualificam em 2º lugar. Com esta classificação conseguem lugar na compilação "Registos", editada pela Dansa do Som com o tema "A Noite".

Sandra Baptista entra para o grupo para substituir o acordeonista Manuel Machado. Entram também Jorge Buco (bandolim) e o ex-Clandestinos João Marques que substitui Mário Miranda. José Resende passou também a colaborar apenas em estúdio e na composição.

Em 1992 editam o álbum de estreia, "Sitiados", que esteve para se chamar "A Última Valsa", pois pensavam que este seria o fim dos Sitiados. O tema "Vida de Marinheiro", dedicado a Necas, baterista dos Clandestinos, dá grande sucesso ao disco e este vende mais de 40 mil cópias.

Nova mexida na composição, desta vez com a entrada de João Marques (baixo),João Cabrita (saxofone), Jorge Quadros (bateria), Ani Fonseca (guitarra e voz) e Jorge Ribeiro (trombone).

O segundo álbum, "E Agora?!" é editado em Setembro de 1993. É lançada também a compilação "Johnny Guitar" que inclui o tema "Marcha dos Electrodomésticos", uma versão de "A minha Sogra É Um Boi" dos Mata-Ratos.

Em 1994, a banda fez parte do projecto "Filhos da Madrugada", um tributo a José Afonso, com uma versão de "A Formiga no Carreiro", tema que interpretou no concerto realizado mais tarde em Alvalade. Participam ainda nesse ano na compilação "As Canções de António", tributa a António Variações, com "O Corpo É Que Paga".

Em 1995 sai o disco "O Triunfo dos Electrodomésticos". Este inclui uma versão de "Lá Isso É" da autoria de Sérgio Godinho. No entanto este ficou muito aquém dos resultados obtidos em trabalhos anteriores, passando despercebido ao público.

No ano de 1996 é lançam o quarto disco que volta a se chamar "Sitiados". Este contém uma versão de "A Menina Yé Yé" do Conjunto António Mafra. Participam ainda na compilação do programa "Xabarín" da Televisão Galega com "Aí Ven Ela".

Em 1999 participam no disco "XX Anos XX Bandas", tributo aos Xutos & Pontapés, com a canção "P'ra Ti Maria".

O ex-Censurados Samuel Palitos ingressa na composição do grupo. Nesta altura trocam ainda de editora, passando da BMG para a Sony, onde editam o disco "Mata-me Depois", em 1999.

No ano 2000 a banda deixa de dar espectáculos e desaparece da cena musical.

O nome do projecto advém de um tema da banda Mão Morta.

João Aguardela, líder da banda, faleceu com 39 anos em 18 de Janeiro de 2009 vítima de cancro.