domingo, 22 de julho de 2012

I Go Ape (1961) - Conjunto de Jaime João


"Oriundo do Porto, o Conjunto de Jaime João teve uma existência curta.
Era formado por Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa (guitarra e voz, ex-Conjunto Walter Behrend), Jaime Lima (bateria) e Manuel Poças (contrabaixo). Navegava nas áreas do pré-yé-yé. Depois de algumas actuações na RTP Porto e em bailes de Faculdades, a banda deu por findas às suas actividades porque o seu titular emigrou para o Brasil, país onde o seu pai se dedicava à criação de cavalos. Jaime Lima formou, logo depois, com amigos comuns - Renato Pombo (sax, voz), Zeferino Lapa (guitarra, voz, irmão de Adolfo Lapa) e Miguel Braga (piano, voz), Os Morgans, banda que alcançou algum sucesso. Este grupo acabou, por motivos relacionados com o serviço militar, tendo Jaime Lima transitado posteriormente para o Conjunto Académico Orfeu. Ainda antes da criação de Os Morgans foi criada uma banda de vida extremamente curta, o Conjunto Nova Vaga que, apesar disso, ainda chegou a editar um EP em 1963. Após a emigração de Jaime João para o Brasil e da passagem de Adolfo Lapa para o Walter Behrend, o Conjunto Nova Vaga tocava essencialmente em bailes e foi formado por Jaime Lima (bateria), José Lima, Carlos Manuel Pinto (contrabaixo e voz, futiro Jotta Herre), Filomeno (piano) e Zeferino Lapa (guitarra, futuro Morgans).

Texto retirado do blog Under Review"


terça-feira, 17 de julho de 2012

Menino de Oiro - Os Titãs - 1º EP (1963)


Nos anos 60, em Inglaterra, o fenómeno Rock teve um grupo com grande sucesso com temas como " Guitar Tango", "FBI" ou "Kon Tiki". Esse grupo que tinha a formação base de um grupo Rock : duas guitarras, baixo e bateria, tornou-se famoso pelos temas instrumentais. Os Shadows conseguiram ter bastante sucesso a nível internacional e fazer sombra aos Beatles e Rolling Stones, na terra de Sua Majestade, Isabel. Em Portugal começaram a aparecer grupos que tentavam imitar o que vinha das Ilhas Britânicas ( os Sheiks que imitavam os Beatles ou os Beatnicks que imitavam os Rolling Stones). Os Shadows tiveram, também, seguidores em Portugal. Para além dos FBI ( que retiraram o nome de um tema dos Shadows) , cuja existência foi efémera, surgiram os Titãs. Este grupo forma-se em 1963 , com Fernando Costa Pereira, João Lourival , Simões Carneiro e João Braga. A sua formação era idêntica à dos Shadows e os temas tinham, também, semelhanças com o grupo inglês. Os Titãs já tinham qualidade acima da média, para o meio português , da época. Gravam o seu primeiro EP com temas populares como " Canção da Beira Baixa" e "Vira da Nazaré" , para além de "Menino D'oiro" de José Afonso; todos instrumentais e tocados à moda dos Shadows. Gravam ainda outro single que inclui " Tema Para os Titãs". Quem ouvir, hoje, estes temas recorda-se logo do grupo inglês. O grupo sofre uma evolução, em 1967, com a entrada de instrumentos de sopro e vocalista. Um dos membros que entra para o grupo é José Lello ( actual Secretário de Estado das Comunidades e obreiro, segundo os "opinion-makers" do empate 115/115 em Deputados, na Assembleia da República). José Lello toca saxofone e canta. O grupo começa a cantar temas em inglês , tais como " One Way Love" , ao mesmo tempo que continua com os instrumentais . Um dos instrumentais é " Mira-me Miguel" , uma canção tradicional de Trás- os - Montes, adaptada pelo grupo, no seu estilo característico. Os Shadows Portugueses, apesar de tudo, durarão pouco mais tempo, já que a separação acontece ainda antes do início da década de 70. Com o fim dos Titãs, termina a imitação dos Shadows em Portugal. O próprio grupo inglês , durante os anos 70, começa a ter menos sucesso, reaparecendo com interpretação de temas de filmes , mas já sem a aura de novidade que tiveram nos anos 60.

Retirado de: http://www.myspace.com/ostitas


terça-feira, 10 de julho de 2012

A Lenda d'El Rei D. Sebastião.


O Quarteto 1111 é uma banda portuguesa, formada em 1967, no Estoril. Numa década de inovações e experimentalismos, muitas bandas tentavam copiar o que era difundido pela rádio e ouvido em ocasionais discos trazidos do estrangeiro. Começava-se com material rudimentar e terminava com a Censura. Os Beatles ou os Shadows eram a inspiração para a maioria das bandas.

Um dos muitos grupos inspirados nos Shadows era o Conjunto Mistério, mais tarde chamado Quarteto 1111. Este nome foi inspirado no número de telefone onde decorriam os ensaios. O grupo era formado por Miguel Artur da Silveira, José Cid, António Moniz Pereira e Jorge Moniz Pereira.

O primeiro EP é A Lenda de El-Rei D. Sebastião, que conseguiu ser o primeiro disco português a tocar no programa "Em Órbita" do Rádio Clube Português. Os trabalhos seguintes do Quarteto 1111 seguem o caminho iniciado com a A Lenda de El-Rei D. Sebastião. Em 1968 concorrem ao festival RTP da Canção interpretando Balada para D. Inês, que se classifica em 3.º lugar.

Retirado de: Wikipédia.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Orange - Pop Five Music Inc.


O grupo formou-se no Porto, em 1967. Os elementos da banda eram David Ferreira (órgão Hammond, piano, guitarra e voz), António Brito (baixo, guitarra e voz), Paulo Godinho (voz, teclas e guitarra-irmão de Sérgio Godinho), Álvaro Azevedo (bateria) e Luís "Pi" Vareta (baixo e voz). Actuam em bailes, festas, e arraiais sendo os mais famosos aqueles realizados na Quinta da Conceição em Leça da Palmeira, que provocavam grandes enchentes de jovens. São considerados pela crítica como a maior banda de rock portuguesa de todos os tempos, embora a história da música portuguesa escrita depois de Abril tenha feito os possíveis para esquecer este como outros grupos importantes da origem do rock português.

Lançam, em 1968, o EP "Those Where The Days". O disco inclui "You'll See" de Tozé Brito.

O segundo EP inclui os temas "Ob-la-di Ob-la-da", "The Weight", "Adagio" e "Birthday".

O álbum "A Peça" inclui versões de clássicos "Overture", "Jesus, Alegria dos Homens" (Bach), "Blackbird" (Beatles), "To Love Somebody" (Bee Gees), "Proud Mary" (Creedence Clearwater Revival), "Medicated Go" (Traffic), "Mess Arround", "Hush", "Come Down To My Boat", "Baby", "Fire" (Jimi Hendrix), "Sour Milk Sea" (George Harrison) e "Can I Get a Witness".

Em 1969 é editado um single de Mike McGill com os Pop Five, editado pela Orfeu [sat 802], com os temas "Our Last Goodbye" / "Without Her", produção de Fernando de Matos, empresário da banda.

David Ferreira e Tozé Brito saem do grupo e entra Miguel Graça Moura. Lançam um single com os temas "Menina" e "Homens do Mar".

Em 1970 gravam "Page One" o tema com mais sucesso e de importante relevânçia na história do rock nacional, indicativo do programa "Página Um" da Rádio Renascença, apresentado por José Manuel Nunes. O single foi editado no Brasil, Austrália, Holanda, França e Alemanha. Nalguns países o lado B, "Ária para a 4ª Corda", de Bach, foi escolhido como tema principal.

O single "Orange" também é editado internacionalmente.

Os Pop Five Music Incorported vão gravar a Londres, nos Estúdios Pye, os seis temas dos três singles lançados em 1971 e 1972.

Em 1971 participam no Festival de Vilar de Mouros, ao lado de nomes como Manfred Mann e Elton John.

"Stand By", "Take me to the sun" e "No time to live" são lançados em single mas sem obter o sucesso dos trabalhos anteriores.

Em 1972, alguns dos membros são chamados a cumprir o serviço militar obrigatório e Miguel Graça Moura abandona em Outubro desse ano.

35 anos depois a formação inicial reúne-se num espectáculo na discoteca Estado Novo.

Em 2004 foi editada a compilação "Odisseia - Obra Completa 1968-1972" que inclui um DVD com o concerto de reunião.

Retirado de: Wikipédia.


domingo, 24 de junho de 2012

Os Tártaros - Valsa da meia noite.


Oriundos do Porto, os Tártaros foram um dos grupos portugueses que, conjuntamente com os Titãs e o Conjunto Mistério, adaptaram a música popular portuguesa a um estilo de rock que, na altura, era apelidado no nosso país de yé yé.

Formados nos por Eduardo Alves (bateria), Hernâni de Melo (baixo, harmónica), Alberto Abreu (guitarra ritmo, órgão) e Joaquim Gualter (guitarra solo), participaram em vários concursos organizados, em Lisboa, no antigo Cinema Monumental tendo ficado, em 1966, em quinto lugar numa final ganha pelos Sheiks.. Para António Duarte, autor do livro "25 Anos de Rock n Portugal", os Tártaros estariam incluídos na categoria do yé yé populista, seja lá isso o que fôr... Em 1964 editam o seu mais famoso disco "Tartária", um EP, totalmente instrumental que inclui "Serei Feliz Com O Teu Amor", "Oh Rosa Arredonda a Saia", "Tartária" (que era uma espécie de hino oficial da banda) e "Valsa da Meia Noite". António Duarte considera o tema "Tartária" como um tema que ficará na história do rock português por se tratar do Twist mais speedado e louco feito até à data. O disco será reeditado em 1968. Os Tártaros ainda gravarão mais três EP's, dando depois por findas as suas actividades. Em 1997, a editora portuense Edisco lançou um CD intitulado "Valsa da Meia-Noite" onde se encontra compilada a sua discografia.

retirado de: http://underrrreview.blogspot.pt/2009/05/os-tartaros.html

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Silêncio (1966).



Conjunto Académico “Os Espaciais”.

Toni Moura (vocalista e guitarra solo), Vasco Moura (viola baixo), Tony Sampaio (órgão), Artur Lima (bateria) e Manuel Monteiro (viola ritmo).

Grupo do Porto formado em 1963 e fã dos Beatles, liderado por Guedes Moura (guitarrista e vocalista), que mais tarde veio a integrar o grupo Psico e colaborado também com os Tantra, com o nome de Toni Moura.

Moura gostava muito dos Beatles, preferência que se reflectiu na música que compôs e nos arranjos que efectuou para os Espaciais.

Este grupo gravou 4 EPs e durariam com esta designação até Outubro de 1969, altura em que passaram para Psico, mudando também de estilo e de objectivos musicais.

Neste EP que aqui se apresenta, Os Espaciais acompanham Alberta Monteiro nos temas: Contradição / Não, Não, Não, Não e Meu Ex-Amor.

Notas retiradas dos textos de António Duarte (25 anos de Rock ‘N Portugal) e da Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa (Luís Pinheiro de Almeida).

retirado de: http://musicasdosanos60.blogspot.pt/2011/01/conjunto-academico-os-espaciais-ep-1966.html


terça-feira, 12 de junho de 2012

Mãe - Conjunto de Oliveira Muge.


O Conjunto de Oliveira Muge, originário de Ovar/Aveiro, era inicialmente constituído por José Muge (piano), Joaquim Silva (baixo e vocalista), Alberto Capitão (acordeão), António Biscaia (bateria) e António Policarpo (viola e vocalista).

As suas primeiras actuações remontam aos longínquos anos de 1959/60, onde actuaram ao vivo em Ovar, no Café Progresso e Orfeão de Ovar e ainda noutras localidades do distrito de Aveiro, assim como no Porto, nos estúdios da RTP, com dois programas em directo e no Rádio Club Português (RCP/Norte).

No final da década de 50, António Oliveira Muge (já falecido) foi o primeiro a partir da sua terra natal (Ovar) para Vila Pery/Moçambique. Nessas terras de magia e feitiço, António Muge e mais tarde o seu irmão José Oliveira Muge, conjuntamente com António Policarpo Oliveira Costa e o Victor (um militar pertencente ao batalhão ali existente), formaram o grupo.

Começaram a notabilizar-se rapidamente, pois com um nível fora do comum, abrilhantavam bailes, festas e outros eventos, na região de Manica e Sofala.

Quando da passagem de José Muge e de Policarpo por Lourenço Marques, elementos do Rádio Clube de Moçambique foram ao paquete Infante D. Henrique, onde viajavam, convidá-los para fazer um programa ao vivo no auditório dos seus estúdios, programa esse que teve um grande sucesso.

Foram também convidados pelo comandante do paquete para ficar no navio como conjunto residente, em alternância com o que já lá actuava.

O Victor, entretanto, face à retirada para Portugal do batalhão a que pertencia, teve de deixar o conjunto, entrando para o seu lugar o António Biscaia, que, entretanto, vindo de Portugal, se juntou ao agrupamento, continuando o António Muge a tocar o contra-baixo.

Os êxitos iam-se repetindo, agora já fora das nossas fronteiras, especialmente em Salisbury, na Rodésia, onde todas as sextas-feiras iam aos estúdios da televisão local fazer o “Seven Three Oh Show”, em horário nobre.

Como também actuavam noutros locais dessa cidade, como clubes e hotéis, surgiu-lhes um contrato para actuar durante um mês em Nairobi, no Quénia, num dos melhores hotéis da capital, o “New Stanley Hotel” e onde também fizeram um programa de TV nos estúdios locais.

De novo em Moçambique, o Biscaia, por motivos imprevistos, teve de abandonar o conjunto, entrando para o seu lugar o José Violante que tocava baixo, passando o António Muge para a bateria.

Em 1964 foi-lhes concedido pela imprensa moçambicana, o primeiro prémio de “O Melhor Conjunto de Gente Nova”, o que contribuiu para que fossem solicitados a deslocar-se, além do “seu território” de Manica e Sofala, mas também a outras localidades como Lourenço Marques, onde actuaram e receberam o referido prémio, assim como a Quelimane, Nampula, António Enes, Tete, etc…

Em 1965, com o Sr. Moura da Rádio Aero Clube da Beira, foi editado o 1º EP, gravado nos estúdios da Emissora, embora com a tecnologia disponível, mas que mesmo assim, para a época, ficou bastante bom e obteve êxito.

Em 1966, surgiu a hipótese de se deslocarem à África do Sul, o que veio a acontecer. Em Joanesburgo, nos estúdios da EMI/Parlophone, gravaram o famoso disco, onde se incluía a faixa “A Mãe”, de autoria de António Policarpo, tema esse que nessa altura se dizia estar proibido de ser difundido em Portugal, por questões que se interligavam com a guerra do Ultramar.

Em 1967 voltaram a Joanesburgo, onde gravaram mais 2 EPs que também foram muito popularizados.

Era a época do Pop/Rock (Rock e Twist), no entanto o seu repertório baseava-se essencialmente na música italiana, espanhola e francesa (eram exímios).

Foi nessa época considerado um dos melhores conjuntos de Moçambique, de grande qualidade musical. Venderam numerosoa EPs e as suas canções passavam imensas vezes nas rádios. Os seus EPs gozavam de grande popularidade, colocando-se entre os tops dos 10 mais vendidos.

O tema “A Mãe” foi das canções mais solicitadas pelos militares em Moçambique, no período da Guerra Colonial.

Em 1968 regressaram temporariamente a Portugal, onde actuaram em bailes de carnaval de Ovar (1969), mais uma vez no Café Progresso e Orfeão de Ovar.

Entretanto decorria a Guerra Colonial. O grande êxito do compositor Policarpo Costa era sem dúvida uma canção sentimental que lembrava a separação, a dor da partida, a distância das famílias e os militares e acima de tudo as saudades que os militares tinham das suas “mães”.

retirado de: http://guedelhudos.blogspot.co.uk/2008/10/conjunto-de-oliveira-muge.html