quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Delilah - Sérgio Borges e o Conjunto de João Paulo


Sérgio Justo Camacho Borges nasceu na cidade portuguesa do Funchal, Madeira, em 18 de outubro de 1944. Em 1964 foi um dos fundadores do Conjunto Académico João Paulo.

Em 1966, Sérgio Borges ficou em 2º lugar no Festival RTP da Canção com "Eu Nunca Direi Adeus". O tema foi editado num disco do Conjunto Académico João Paulo que inclui uma versão de "Ele e Ela" de Madalena Iglésias, o tema vencedor desse Festival.

Em 1966, Sérgio Borges recebeu o prémio da imprensa do ano, tal como Madalena Iglésias.

"Onde Vais Rio Que Eu Canto", da autoria de Nóbrega e Sousa e Joaquim Pedro Gonçalves, venceu o VII Grande Prémio da Canção, realizado a 22 de maio de 1970 mas o tema não participou no Festival da Eurovisão realizado no mês anterior.

Em setembro de 1969, Portugal anunciara a intenção de não participar no Festival da Eurovisão em demonstração de protesto contra o sistema de votação vigente.

Com "Onde Vais Rio Que Eu Canto" participou na edição desse ano do Festival Yamaha, em Tóquio.

Depois de uma pausa o grupo passou a denominar-se Sérgio Borges & Conjunto João Paulo. O último disco do grupo é editado em 1972.

Durante vários anos Sérgio Borges actuou no Casino da Madeira.

Em 1986 participou no Festival RTP da Canção desse ano com a canção "Quebrar A Distância" com música de Paulo Ferraz e letra da sua autoria.

Em 2004 lançou o CD "40 Anos a Cantar". Um disco com todos os seus êxitos e mais cinco temas novos.

Em 2005 foi um dos nomes homenageados com o Galardão da Cultura atribuído pelo Governo Regional da Madeira.

A 17 de dezembro de 2011, com 67 anos, Sérgio Borges morreu no Funchal.

Retirado da Wikipédia.



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Eu Chamo por ti - Os 5 Bambinos




OS CINCO BAMBINOS, banda do Porto! Este disco, lançado em 1966, destaca-se pelo tema "Eu chamo por ti" (um shak, segundo indicação do disco). Esta musica é uma versão do tema dos Beatles, "I call your name". Até está interessante! Gosto do som do órgão farfisa na musica. O mais estranho é a pronúncia "algarvia " do vocalista neste tema!

Retirado de: http://osreisdoyeye.blogspot.pt/2009/01/os-cinco-bambinos-1966.html


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Canção do mar - Os Morgans


Da esquerda para a direita (na foto de baixo), Renato Pombo (viola acompanhamento), já falecido, era filho do antigo presidente do Futebol Clube do Porto, Paulo Pombo, Miguel Braga (viola solo) ainda rola, toca em hotéis e piano-bar, sózinho ou com André Sarbib (também acompanham, por vezes, Paulo de Carvalho), Zeferino Lapa (voz) era irmão de Adolfo Lapa, já falecido, que tocou no Conjunto Walter Behrend e no Jotta Herre, José Lima (bateria), que passou pelo Conjunto de Jaime João e, mais tarde, pelo Conjunto Académico Orfeu, e Rui Menezes (viola baixo) que só tocou nos Morgans.

A foto da capa (em baixo) foi tirada na propriedade de um familiar de Rui Menezes no Marco (Marco de Canaveses).



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Trem das onze - Duo Ouro Negro



Começaram por se chamar "Ouro Negro". O nome, sugerido pela locutora Maria Lucília Dias ( Rádio Clube do Congo Português), designava localmente tudo o que fosse excepcional. O projecto centrava-se no folclore angolano de várias etnias e línguas.

Após várias apresentações em Luanda conseguem ir actuar a Lisboa, por intermédio do empresário Ribeiro Braga. Actuam com bastante sucesso no Cinema Roma e no Casino do Estoril. Os dois primeiros discos, gravado em 1959, contaram com a colaboração do brasileiro Sivuca e do seu conjunto. "Muxima" e "Kuricutéla" são alguns dos temas. O terceiro disco, onde foram acompanhados por Joaquim Luís Gomes, foi gravado no início de 1961.

Regressam a Angola em 1961, pouco antes do eclodir da guerra, e entra para o grupo José Alves Monteiro. Nesta nova formação gravam 5 discos. Os temas de mais sucesso são "Garota" e "Mãe Preta".

Em 1964, novamente como duo, lançam dois discos com o Conjunto Mistério. Fazem versões dos Beatles("Agora Vou Ser Feliz") e Charles Aznavour("La Mamma"). Outro dos discos, "Kwela", inclui "Meadowlands", "M'Bude", "N'Doa" e "Muindo Diaxala".

Começam a sua internacionalização com a actuação em países como a Suíça, França, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Espanha.

O grupo lança a moda do kwela que foi considerado o ritmo do Verão de 1965. Paris rendeu-se à nova moda. É editado um EP com os temas "La Kwela", "La Kwela de l'Angola", "Heno vakwe" e "N'doa". Actuam no Olympia e no Alhambra.

No ano seguinte actuaram no Mónaco, por ocasião das comemorações do IV Centenário do principado. Recebem também o Prémio da Casa da Imprensa.

No final de 1966 é editado o álbum "O Espectáculo é Ouro Negro".

Em 1967 gravam o seu 2º álbum, "Mulowa África", com a colaboração do Thilo's Combo.

Participam no Grande Prémio TV da Canção de 1967 com "Livro Sem Fim" e "Quando Amanhecer". Participam também, com "Kubatokuê Mulata, no 2º Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro"

Realiza-se no Olympia o espectáculo "Grand Gala du Music-Hall Portugais" com Amália e outros nomes como Simone de Oliveira, o Duo Ouro Negro e Carlos Paredes, entre outros.

Em 1968 deslocam-se ao Canadá. Na RTP é apresentado o musical "A Rua d'Eliza". Actuam também nos Estados Unidos.

Participam no Festival RTP da Canção de 1969 com "Tenho Amor Para Amar" que fica novamente em 2º lugar. Ainda em 1969 actuam na Argentina e lançam o LP "Latino", lançado em Portugal com título "Sob o Signo de Yemanjá", na América Latina. "Moamba, Banana e Cola", com a orquestra de Jorge Leone, é um dos grandes sucessos de 1969.

Sivuca volta a gravar com grupo, o LP "Africaníssimo, onde juntaram os temas gravados no início da carreira.

O álbum "Blackground", com a colaboração do grupo Objectivo e de Fernando Girão, é editado em 1971. Em Agosto desse ano participam no Festival de Vilar de Mouros, juntamente com Amália Rodrigues. Grande digressão pelo Oriente.

Participam no Festival RTP da Canção de 1974 com "Bailia dos Trovadores".

Em 1975 é lançado o o single "Poema Para Allende" e o álbum "Epopeia/Lamento do Rei". É o último trabalho da década de 70 para a Valentim de Carvalho. No ano seguinte é ainda lançado um disco ao vivo.

O álbum "Lindeza!" é editado em 1979 para a Orfeu.

Voltam a gravar para a Orfeu em 81 o 2º Blackground, com novos músicos, de onde resulta um espectáculo memorável em cena no Teatro da Trindade com o Título "Império de Iemanjá".

Em 1982 é editado um single com os temas "Estou Pensando em Ti" e "Rapsódia Angolana". O álbum "Aos Nossos Amigos" é editado em fins de 1984.

O grupo termina em 1985 com a morte de Milo ocorrida em 20.02.1985.

Raul Indipwo passa a actuar a solo com o nome de Raul Ouro Negro e edita o álbum "Sô Santo", dedicado ao seu amigo Milo. Posteriormente dedicou-se mais à pintura, tendo ainda gravado um disco em 1991, dedicado às crianças de África. Em 2000 criou a Fundação Ouro Negro, dedicada à cultura e solidariedade, com sede em Portugal e Angola.

Em 1998, a EMI lançou o duplo CD "Kurikutela - 40 Anos, 40 Êxitos". O cantor comemorou os 50 anos de carreira no dia 23 de Maio de 2005, acompanhado de Bonga, Marisa, Luís Represas e Pedro Jóia.

Raul faleceu no dia 4 de Junho de 2006.

Retirado da wikipédia.

domingo, 22 de julho de 2012

I Go Ape (1961) - Conjunto de Jaime João


"Oriundo do Porto, o Conjunto de Jaime João teve uma existência curta.
Era formado por Jaime João (piano e voz), Adolfo Lapa (guitarra e voz, ex-Conjunto Walter Behrend), Jaime Lima (bateria) e Manuel Poças (contrabaixo). Navegava nas áreas do pré-yé-yé. Depois de algumas actuações na RTP Porto e em bailes de Faculdades, a banda deu por findas às suas actividades porque o seu titular emigrou para o Brasil, país onde o seu pai se dedicava à criação de cavalos. Jaime Lima formou, logo depois, com amigos comuns - Renato Pombo (sax, voz), Zeferino Lapa (guitarra, voz, irmão de Adolfo Lapa) e Miguel Braga (piano, voz), Os Morgans, banda que alcançou algum sucesso. Este grupo acabou, por motivos relacionados com o serviço militar, tendo Jaime Lima transitado posteriormente para o Conjunto Académico Orfeu. Ainda antes da criação de Os Morgans foi criada uma banda de vida extremamente curta, o Conjunto Nova Vaga que, apesar disso, ainda chegou a editar um EP em 1963. Após a emigração de Jaime João para o Brasil e da passagem de Adolfo Lapa para o Walter Behrend, o Conjunto Nova Vaga tocava essencialmente em bailes e foi formado por Jaime Lima (bateria), José Lima, Carlos Manuel Pinto (contrabaixo e voz, futiro Jotta Herre), Filomeno (piano) e Zeferino Lapa (guitarra, futuro Morgans).

Texto retirado do blog Under Review"


terça-feira, 17 de julho de 2012

Menino de Oiro - Os Titãs - 1º EP (1963)


Nos anos 60, em Inglaterra, o fenómeno Rock teve um grupo com grande sucesso com temas como " Guitar Tango", "FBI" ou "Kon Tiki". Esse grupo que tinha a formação base de um grupo Rock : duas guitarras, baixo e bateria, tornou-se famoso pelos temas instrumentais. Os Shadows conseguiram ter bastante sucesso a nível internacional e fazer sombra aos Beatles e Rolling Stones, na terra de Sua Majestade, Isabel. Em Portugal começaram a aparecer grupos que tentavam imitar o que vinha das Ilhas Britânicas ( os Sheiks que imitavam os Beatles ou os Beatnicks que imitavam os Rolling Stones). Os Shadows tiveram, também, seguidores em Portugal. Para além dos FBI ( que retiraram o nome de um tema dos Shadows) , cuja existência foi efémera, surgiram os Titãs. Este grupo forma-se em 1963 , com Fernando Costa Pereira, João Lourival , Simões Carneiro e João Braga. A sua formação era idêntica à dos Shadows e os temas tinham, também, semelhanças com o grupo inglês. Os Titãs já tinham qualidade acima da média, para o meio português , da época. Gravam o seu primeiro EP com temas populares como " Canção da Beira Baixa" e "Vira da Nazaré" , para além de "Menino D'oiro" de José Afonso; todos instrumentais e tocados à moda dos Shadows. Gravam ainda outro single que inclui " Tema Para os Titãs". Quem ouvir, hoje, estes temas recorda-se logo do grupo inglês. O grupo sofre uma evolução, em 1967, com a entrada de instrumentos de sopro e vocalista. Um dos membros que entra para o grupo é José Lello ( actual Secretário de Estado das Comunidades e obreiro, segundo os "opinion-makers" do empate 115/115 em Deputados, na Assembleia da República). José Lello toca saxofone e canta. O grupo começa a cantar temas em inglês , tais como " One Way Love" , ao mesmo tempo que continua com os instrumentais . Um dos instrumentais é " Mira-me Miguel" , uma canção tradicional de Trás- os - Montes, adaptada pelo grupo, no seu estilo característico. Os Shadows Portugueses, apesar de tudo, durarão pouco mais tempo, já que a separação acontece ainda antes do início da década de 70. Com o fim dos Titãs, termina a imitação dos Shadows em Portugal. O próprio grupo inglês , durante os anos 70, começa a ter menos sucesso, reaparecendo com interpretação de temas de filmes , mas já sem a aura de novidade que tiveram nos anos 60.

Retirado de: http://www.myspace.com/ostitas